PDG gera polêmica e insatisfação entre bancários do BB

O Programa de Desempenho Gratificado (PDG) – Demais Áreas tem gerado polêmica entre funcionárias e funcionários das Unidades Táticas e Estratégicas do Banco do Brasil. O Programa, que já existe há alguns anos nas Unidades Negociais, sempre foi motivo de muita discussão em função da falta de transparência com as regras e seus excessivos e recorrentes ajustes.

Neste ano, o BB estendeu o PDG para as demais áreas e novos problemas surgiram, como a parametrização no controle de produtividade e abertura de margem para subjetividade na avaliação dos Administradores.

Veja alguns problemas apontados pelos funcionários:

  • Falha no sistema de controle dos protocolos (GSV, IMA), que muitas vezes rodam considerando uma cronoanálise defasada;
  • Utilização de uma métrica desproporcional para diferentes funções. A produtividade de alguém que trabalha com cadastros simples, por exemplo, é comparada em pé de igualdade com funcionários que exercem funções de maior complexidade e que, portanto, demandam mais tempo para a execução;
  • Subjetividade conferida à Reunião de Consistência, realizada por um Comitê Avaliador, que pode definir pontuações extras aos funcionários avaliados, alterando o curso do programa e a escolha de quem será contemplado ou não pelo PDG (o Comitê não é transparente quanto aos critérios definidos para a escolha dos funcionários).

A diretora do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Luciana Bagno, ressalta que, desde o lançamento do Programa, é reivindicada a contratação do PDG a exemplo do que já ocorre com a PLR, tendo em vista que outros bancos já conversam com os sindicatos sobre os seus programas próprios. “Porém, infelizmente, o BB se recusa a negociar, impossibilitando qualquer interferência por parte das entidades sindicais na melhoria e regulamentação do programa. Precisamos levar ao conhecimento do Banco do Brasil a insatisfação que tem surgido por parte dos funcionários de forma a se buscar parametrizações justas e regras mais claras”, afirmou.

Para Mabel de Lavor, diretora do Sindicato, a extensão do PDG para as Unidades Táticas e Estratégicas, da forma como está hoje, gera uma concorrência tóxica entre os funcionários da área meio, tendo em vista que as metas do programa são estabelecidas para as equipes e, muitas vezes, há o companheirismo entre os colegas subordinados ao mesmo Gerente de Grupo – quando um colega pega um serviço mais complexo, os demais da mesma equipe assumem os protocolos mais leves para que, ao final do dia, a meta da equipe seja cumprida. “O Programa deveria reconhecer a equipe inteira que atingiu os melhores resultados, e não somente o Gerente de Grupo e/ou o Assistente que superou as expectativas do banco”, explicou.

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