PROPOSTAS APRESENTADAS PELO BANCO DO BRASIL EM NOVA RODADA COM A CONTEC

Foi realizada ontem (17), via virtual, nova rodada de negociação da Contec com o Banco do Brasil. Nesta reunião, a Federação dos Bancários do Paraná e seus sindicatos filiados estiveram representados pelos diretores João Haroldo Ruiz Martins e Carlos Kravitz. Os assuntos abordados e as respectivas propostas do Banco foram:

INTERVALO INTRAJORNADA PARA FUNCIONÁRIOS DE SEIS HORAS: O Banco quer ampliar o intervalo de 15 minutos para até 30 minutos, com registro no ponto eletrônico. Justificativa: alega que os funcionários têm reclamado que 15 minutos é pouco para fazer a alimentação. O tempo utilizado no intervalo terá que ser compensado no fim do expediente.

CICLOS AVALIATÓRIOS PARA DESCOMISSIONAMENTO:
 O Banco quer reduzir de 3 para 1 ciclo avaliatório para eventual descomissionamento. Alega que para os gestores já é apenas uma avaliação e quer estender para todos os comissionados. Apesar de protestos dos negociadores, o Banco está determinado a implementar essa alteração.

ABONOS-ASSIDUIDADE: O banco quer retirar a cumulatividade e a possibilidade de venda dos abonos-assiduidade dos funcionários admitidos após 1998. A alteração somente terá validade para os abonos adquiridos após a assinatura do acordo. Os funcionários terão que utilizar em folga os abonos, como folga, dentro do próprio ano que forem adquiridos, em datas a serem negociadas com os gestores. Caso não utilizem, perderão esses abonos.

FOLGAS DA JUSTIÇA ELEITORAL: O Banco quer ampliar de 2 para 6 meses o prazo para os funcionários usufruírem as folgas adquiridas em razão de trabalho para a Justiça Eleitoral. Alega que dois meses são muito pouco.

DIRIGENTES LIBERADOS: O Banco propôs manter os atuais 43 dirigentes liberados, contra os 51 que reivindicamos. No tocante à questão do limite de idade para manutenção da estabilidade o Banco declarou que vai seguir o que for definido na mesa da Fenaban.

AUDITOR SINDICAL: O Banco propôs extinguir o cargo de auditor sindical, apesar de veementes protestos por parte dos negociadores das entidades sindicais. Alega que o cargo foi criado para a finalidade de auditoria das jornadas quando ainda não havia o ponto eletrônico e que, com a criação deste instrumento, não haveria mais necessidade de manutenção dessa função.

As demais cláusulas discutidas no dia de hoje, o Banco declarou que pretende renovar as cláusulas conforme estão no atual ACT.

Deixe uma resposta