SEGURANÇA BANCÁRIA É DISCUTIDA PELA COMISSÃO BIPARTITE DA CONTEC E FENABAN

A Comissão Bipartite de Segurança Bancária da Contec (Confederação Nacional dos Bancários) e Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) reuniu-se ontem (23), em videoconferência, para debater assuntos de interesse da categoria bancária. Pela Contec, os trabalhos foram coordenados pelo presidente Lourenço Ferreira do Prado e pela Fenaban, o diretor de relações sindicais da entidade, Adauto de Oliveira Duarte.
Entre os assuntos abordados na reunião, destaca-se a preocupação do movimento sindical com os assaltos às agências bancárias. O presidente da Contec destacou a aflição de muitos bancários, inclusive refletindo em problemas graves de saúde. Ele também informou sobre a finalização das assinaturas do Anexo III.

Adauto Duarte lembrou que a Contec e a Fenaban se reuniram 44 vezes para debater assuntos relativos à pandemia de covid-19 e temas relativos aos direitos e interesses dos trabalhadores bancários. Ele apontou que houve quedas significativas no número de ocorrências de crimes dentro das agências; e que os ataques aos caixas eletrônicos (ATMs) reduziram em 23,45%; e os assaltos às agências e postos de atendimento caíram 51,26%.

INVESTIMENTOS
A comissão Fenaban apresentou ainda estudos em nível nacional, que mostram que os investimentos das instituições financeiras em segurança têm dado resultados. O presidente da Contec registrou que a entidade defende e assegura a preservação da vida dos bancários e seus dependentes.

Na próxima segunda-feira (27), as partes manterão contato para marcar o calendário de reuniões para os ajustes necessários à assinatura do Anexo III.

PREOCUPAÇÃO
Ainda durante a reunião virtual, Gladir Basso levantou “a preocupação que temos no sentido de que os bancos têm a necessidade de investir mais na área de segurança, visando proteger as vidas dos bancários, clientes e usuários do sistema financeiro”. Gladir também manifestou a preocupação com os seguidos seqüestros de bancários, que são colocados em situação extremamente complicada, “porque muitas vezes esse tipo de crime ocorre fora das agências, inclusive nas casas de gerentes e outros funcionários de bancos”. Diante disso, Gladir Basso lembrou que o movimento sindical t em pedido também que Fenaban e os bancos tenham uma visão voltada no sentido de buscar alternativas para amenizar situação desta natureza. Ele lembrou que, não raras vezes, depois se sofrerem sequestros, muitos funcionários são demitidos pelos bancos sem justificativas convincentes algum tempo depois de serem vítimas deste tipo de crime. E isso precisa acabar”.

CONTEC

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