Todos os direitos conquistados pelos bancários com muita luta e resistência estão em jogo e o movimento sindical mantém a pressão em alta. A data-base da categoria é 1º de setembro, domingo, mas os bancos não têm levado a campanha salarial a sério, apesar do lucro cada vez mais exorbitante. As negociações que começam, nesta terça-feira (27/08), e são decisivas para a construção de novo acordo, com conquistas e avanços.
O Comando Nacional dos Bancários vai pressionar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) até o fim. Não será aceita mais uma proposta rebaixada, como aconteceu na semana passada, com a oferta de reajuste salarial de 85% do INPC, perda real de 0,57%.
As rodadas devem prosseguir até esta sexta-feira (30/08). A expectativa é que o documento seja renovado antes disto. A categoria exige reajuste salarial que corresponda à reposição da inflação mais aumento real de 5%, melhoria nos percentuais da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e nas demais verbas, incluindo tíquetes alimentação e refeição, auxílio creche e babá.
Dinheiro não é problema. Os bancos lucraram, no ano passado, R$ 145 bilhões, com desconto de impostos, provisões, gastos com funcionários e equipamentos. No primeiro semestre deste ano, o lucro do Itaú, BB, Bradesco, Santander e Caixa foi de R$ 60 bilhões. Aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2023.
Fonte: BancáriosBahia























