FINANCIÁRIOS CONQUISTAM PROPOSTA COM AUMENTO REAL

FINANCIÁRIOS CONQUISTAM PROPOSTA COM AUMENTO REAL

Após mais de nove horas de negociação, a representação dos financiários arrancou da Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) uma proposta final para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

A proposta apresentadas nesta quarta-feira 30 prevê reajuste pelo INPC (índice será divulgado em 9 de outubro) acrescido de 0,20% de aumento real em todas as cláusulas econômicas, tanto em 2026 quanto em 2027.

Também garante a renovação das cláusulas da atual CCT e incorpora novos direitos relacionados ao teletrabalho, gestão ética da tecnologia, implementação da NR-1, direito a desconexão plataforma de treinamento e condições de trabalho.

Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), fica mantida a regra atual, com Aumento da parcela adicional de 20% da parcela fixa.

O resultado foi alcançado após um longo processo de negociação. A Campanha Nacional dos Financiários 2026 começou formalmente com a entrega da minuta de reivindicações à Fenacrefi, em 16 de setembro. Cinco rodadas de negociação foram realizadas até a divulgação da proposta final, nesta quarta 30. A representação dos trabalhadores buscou concluir a negociação dentro da data-base da categoria, em 1º de outubro, preservando direitos e avançando nas reivindicações econômicas e sociais.

Aumento real e renovação da CCT
A proposta final é resultado da pressão exercida ao longo das negociações. Durante a rodada desta quarta, a representação dos trabalhadores rejeitou ofertas consideradas insuficientes e manteve a cobrança por aumento real, uma das prioridades apontadas pelos financiários na consulta realizada para a construção da pauta de reivindicações.

Além do reajuste de INPC mais 0,20%, válido para os dois anos da CCT e aplicado às cláusulas econômicas, a negociação garantiu a manutenção das regras atuais da PLR e o aumento de 25% na parcela adicional.

Para Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, o resultado demonstra a importância da negociação coletiva para preservar direitos e conquistar avanços.

“Foi um processo intenso de negociação, no qual conseguimos garantir a renovação de toda a Convenção Coletiva e incluir avanços importantes em temas que fazem parte da realidade dos trabalhadores, como teletrabalho, gestão ética da tecnologia, condições de trabalho e a implementação da NR-1. Também conquistamos aumento real nas cláusulas econômicas, que foi uma das prioridades apontadas pelos financiários na consulta à categoria. Esse resultado reforça a importância da organização dos trabalhadores e da negociação coletiva para preservar direitos e avançar em novas conquistas”, afirma Lucimara.

Novas cláusulas sociais
Entre os avanços está a inclusão de uma cláusula específica sobre teletrabalho na CCT. Embora a modalidade já seja adotada por diversas financeiras, até agora não havia uma regulamentação específica na Convenção Coletiva da categoria.

Também houve avanço na discussão sobre a gestão ética da tecnologia, diante das transformações provocadas pela digitalização e pelas novas ferramentas utilizadas no ambiente de trabalho.

Outro ponto é a criação de comissões paritárias para discutir a implementação da NR-1 e as condições de trabalho, com participação da representação dos trabalhadores. A medida amplia o espaço de acompanhamento e debate sobre os riscos psicossociais e a proteção à saúde no ambiente de trabalho.

Proposta será levada às assembleias
A proposta final será submetida à avaliação dos financiários em assembleias previstas para os dias 8 e 9 de outubro. Caberá aos trabalhadores deliberar sobre o resultado alcançado na mesa de negociação.

Caso a proposta seja aprovada, a previsão é de que os pagamentos decorrentes do acordo sejam realizados até 30 de outubro. (Fonte: SEEB SP)

Foto de SintrafGV Valadares

SintrafGV Valadares