O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O resultado representa queda de 28% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,3% na comparação com o trimestre anterior. O balanço mostra um banco pressionado pelo aumento da inadimplência e pela redução da rentabilidade. O lucro ficou em linha com as projeções de analistas consultados pelo Valor Econômico.
“O ambiente macroeconômico segue exigindo disciplina, seletividade e foco na qualidade dos resultados. Nossos números refletem esse contexto, mas também mostram um banco que está realizando ajustes importantes para fortalecer sua capacidade de crescimento sustentável. Continuamos o avanço na carteira de crédito, com uma relação mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital e na busca por maior eficiência. O próximo passo é uma recuperação gradual da rentabilidade”, afirma em nota Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil.
A inadimplência encerrou setembro em 3,4%, ante 2,8% um ano antes. A piora foi puxada pelos clientes pessoa física, especialmente nos segmentos de baixa renda e agronegócio.
“No trimestre, o avanço refletiu a maior inadimplência em pessoa física, principalmente nos segmentos de baixa renda e agronegócio, diante de um cenário econômico ainda desafiador e de elevado endividamento, sendo parcialmente compensado pela melhora em PMEs”, diz o banco.
As despesas com provisões para possíveis calotes cresceram na comparação anual, embora tenham recuado em relação ao trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio, indicador que mede a rentabilidade do banco, caiu de 17,5% para 11,9% em um ano. O Santander também registrou redução na margem financeira e nas receitas com serviços e tarifas na comparação anual. As despesas gerais recuaram, mas a redução não impediu a queda do lucro.
























