BANCO DO BRASIL É O ÚNICO BANCO QUE DEVE VER QUEDA NO LUCRO NO 3º TRI, AVALIA BRADESCO BBI

BANCO DO BRASIL É O ÚNICO BANCO QUE DEVE VER QUEDA NO LUCRO NO 3º TRI, AVALIA BRADESCO BBI

Nas estimativas do Bradesco BBI todos os bancos devem apresentar aumento anual no lucro líquido no terceiro trimestre de 2025, exceto o Banco do Brasil. A casa prevê desempenho robusto da Nubank, estabilidade com viés positivo em Santander e Itaú, e pressão sobre Banco do Brasil pelos custos de risco mais elevados, enquanto o Inter deve crescer, mas abaixo das expectativas do mercado.

Em relatório, os analistas Marcelo Mizrahi e Eric Ito estimam para o Santander Brasil um lucro líquido de R$ 3,7 bilhões, alta de 1,1% na comparação trimestral e de 0,9% em relação ao igual período de 2024, em linha com o consenso. Os profissionais avaliam que o avanço do resultado de juros com clientes e a redução das provisões devem compensar o aumento de despesas operacionais e outras linhas, enquanto as receitas de tarifas devem seguir em terreno positivo. O BBI também projeta deterioração relevante no resultado de tesouraria, efeito da trajetória da Selic, mas vê taxa efetiva de imposto mais baixa, sustentando leve expansão do lucro.

Para o Itaú, os analistas estimam lucro líquido de R$ 11,8 bilhões, avanço de 2,4% trimestre contra trimestre e de 10,4% em 12 meses, cifra 0,9% inferior ao consenso. A instituição acredita em estabilidade do lucro antes de impostos, com contração tanto da margem financeira com clientes quanto do resultado de tesouraria. Provisões devem ficar praticamente estáveis. Receitas de tarifas e seguros tendem a ter bom desempenho, ainda que possam ser neutralizadas pelo aumento de despesas decorrente do acordo coletivo. A menor alíquota efetiva deve assegurar crescimento do resultado.

Para o Banco do Brasil, a projeção é de R$ 3,2 bilhões de lucro, queda de 14,9% na comparação trimestral e de 66,2% em base anual. O relatório indica que o ganho de 4,9% no topo da linha, sustentado por expansão da margem de juros e da carteira, será mais que compensado pelo avanço de 8% nas provisões. O BBI também prevê controle das despesas operacionais, mas menor contribuição da Previ e aumento de outras despesas, o que levaria à retração de 9,6% no lucro antes de impostos. Uma alíquota de imposto mais elevada acentuaria a compressão do resultado.

Para a Nubank, a equipe de análise espera lucro líquido de US$ 728 milhões, alta de 14,3% no trimestre e de 31,5% em um ano, 1,1% acima do consenso. A previsão parte de expansão da margem financeira, impulsionada pela queda do custo de funding no México e pelo aumento de ativos rentáveis. O BBI projeta aceleração de 8,5% na carteira de crédito, que faria o resultado de juros crescer 14,1%. As estimativas de provisões foram elevadas para refletir o ritmo de originação, e as despesas operacionais devem avançar 6,7%. Ainda assim, o lucro antes de impostos deve subir 14,2%.

No caso do Inter, a projeção é de lucro líquido de R$ 340 milhões, crescimento de 8,0% no trimestre e de 40,2% em doze meses, número 6,4% abaixo do consenso da Bloomberg. A corretora aponta aceleração da carteira – tanto no núcleo quanto no total – combinada a margens melhores. As restrições ao resultado são o aumento das provisões e das despesas operacionais, ainda que as receitas de tarifas devam mostrar solidez. (Fonte: Estadão)

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SintrafGV Valadares